Genro é condenado a mais de 17 anos por matar sogro a tiros dentro de farmácia
20/01/2026
(Foto: Reprodução) Genro é condenado a mais de 17 anos por matar sogro a tiros dentro de farmácia
Felipe Gabriel Jardim Gonçalves foi condenado a 17 anos e quatro meses de prisão por matar o sogro a tiros em uma farmácia no Setor Bueno, em Goiânia. Felipe era genro de João do Rosário Leão, que trabalhava na farmácia quando foi morto pelo genro por conflitos familiares e pelo término do relacionamento entre o acusado e a filha da vítima.
O julgamento aconteceu nesta segunda-feira, após a última sessão ter sido cancelada, em outubro do ano passado, depois que uma jurada passou mal durante os debates no plenário. O crime aconteceu em 2022 e foi registrado por câmeras de monitoramento da farmácia.
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Felipe Gabriel Jardim, acusado de matar sogro João do Rosário Leão em farmácia de Goiânia, Goiás
Reprodução/TJGO
Felipe foi julgado por homicídio qualificado e porte de arma de fogo, mas ele foi absolvido por este último. A defesa de Felipe disse que vai recorrer da nulidade do júri por duas razões. Uma das razões seria o desrespeito a prerrogativas legais da defesa.
Segundo o advogado Allan Hahnemann, o juiz teria violado a imparcialidade típica de quem preside o Tribunal do Júri. “Ele fez intervenções durante vários momentos durante as falas das testemunhas da defesa, especialmente da defesa, interrompendo depoimentos e constrangendo testemunhas”, afirmou.
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A outra razão para pedir a nulidade do júri seria pela semi-imputabilidade de Felipe. Conforme defende o advogado, os laudos apontam que Felipe, no momento do crime, não tinha total condição de entender a ilicitude de suas ações.
“Os laudos apontam que o Felipe tinha só condição parcial de entender o caráter ilícito do que estava acontecendo devido às perturbações mentais ou distúrbios mentais que ele tem. Ele estava tomando remédio e tinha tentado se suicidar na noite anterior ao fato”, declarou o advogado. Além da nulidade do júri, o advogado contou ao g1 que vai pedir a redução da pena por considerá-la desproporcional.
Sogro morto a tiros dentro de farmácia
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O genro invadiu uma farmácia e atirou contra o sogro, de 63 anos, no Setor Bueno, em Goiânia, no dia 27 de junho de 2022. João do Rosário, que era policial civil aposentado, foi levado ao hospital, mas morreu.
A câmera de monitoramento da farmácia registrou o momento em que Felipe chegou ao local apontando a arma para o sogro. Após atirar, João caiu ao chão e o homem ainda pulou no balcão e continuou atirando.
O sogro foi levado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), mas não resistiu aos ferimentos. Ele foi baleado na cabeça e chegou ao local em estado grave.
Na época em que Felipe foi levado a júri popular, a defesa alegou que Felipe sofreu um surto psicótico no momento do crime e que se sentia ameaçado pela família da ex. Entretanto, o laudo realizado no âmbito da Justiça indicou que o genro era responsável por seus atos quando cometeu o crime.
A defesa argumentou ainda que o crime só foi cometido porque Felipe acreditava que João teria registrado uma ocorrência policial contra ele, na intenção de matá-lo dentro da prisão. O boletim foi registrado depois que o acusado esteve na casa da vítima, apontou a arma para o ex-sogro e para Kennia e disparado para o alto.
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