Fim dos orelhões: Campinas tem 467 telefones públicos e é a terceira cidade com mais aparelhos no país

  • 20/01/2026
(Foto: Reprodução)
Imagem de arquivo mostra orelhão em São Paulo Marcelo Brandt/G1 Os orelhões, símbolo da telefonia nacional, serão retirados de vez das ruas do Brasil a partir deste mês. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Campinas (SP) está entre as cidades com o maior número de aparelhos até hoje. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região de Campinas em tempo real e de graça Em todo o país, são 38 mil cabines, das quais 33 mil ainda funcionam – as demais estão em manutenção. No ranking, a metrópole, que conta com 467, só perde para Londrina (PR), com 519, e para São Paulo (SP), que possui 4.757 telefones públicos (veja o mapa abaixo). Nas 31 cidades da área de cobertura do g1 Campinas, são 1.718 equipamentos. Os municípios de Americana, Mogi Guaçu e Sumaré também contam com mais de 100 orelhões cada um. Confira os números da região: Por que os orelhões serão desativados? A retirada começa agora porque, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos. Entenda: com o fim dos contratos, as empresas Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura de telefones públicos. Apesar disso, a extinção dos aparelhos não será imediata em todos os locais: Em janeiro, começa a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados; Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível, mas só até 2028. Como contrapartida pela desativação, a Anatel determinou que as empresas devem redirecionar seus recursos para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel, tecnologias que hoje dominam a comunicação no país. O processo de retirada já vinha ocorrendo nos últimos anos. Dados da Anatel mostram que, em 2020, o Brasil tinha ainda cerca de 202 mil orelhões nas ruas. 👂 O orelhão "O agente secreto" retorna à programação do Cine Líbero Luxardo Divulgação Antes do surgimento da telefonia móvel, os orelhões foram essenciais para a comunicação dos brasileiros, especialmente entre os anos 1970 e o começo dos anos 2000. Eles facilitavam contatos urgentes, ajudavam a construir histórias, serviam como ponto de encontro e, muitas vezes, eram o único meio de falar com alguém fora de casa. Recentemente, o aparelho voltou a ganhar evidência entre as gerações mais jovens ao aparecer no cartaz do filme "O Agente Secreto", vencedor do Globo de Ouro e indicado pelo Brasil ao Oscar 2026. Na imagem (foto acima), Marcelo, personagem vivido por Wagner Moura, surge dentro da cabine oval segurando um telefone público. ☎️ Símbolo nacional O orelhão surgiu em 1971, criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. Inicialmente eles tinham outros nomes, como Chu I e Tulipa. Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação da arquiteta, enquanto trabalhava em uma companhia telefônica, se tornou icônica pelo seu design, reproduzido em outros países como Peru, Angola, Moçambique e China. Além de diferente, o formato tinha uma justificativa funcional: a qualidade acústica. O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegia quem falava do barulho externo. Quem lembra do orelhão? Tefeones públicos viram decoração em Campinas VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/01/20/fim-dos-orelhoes-campinas-tem-467-telefones-publicos-e-esta-entre-as-cidades-com-mais-aparelhos-no-pais.ghtml


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