Arábia Saudita reage ao Irã e diz que tem o direito de atacar e não apenas de se defender

  • 19/03/2026
(Foto: Reprodução)
Arábia Saudita declarou que tem direito de revidar, diante da postura agressiva do Irã A Arábia Saudita declarou nesta quinta-feira (19) que, diante da postura agressiva do Irã, tem o direito de revidar, não apenas de se defender. Em um encontro que reuniu, em Riad, ministros das Relações Exteriores de nações como Catar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, o anfitrião, da Arábia Saudita, fez as declarações mais duras em quase três semanas de guerra: "O Irã não acredita no diálogo e tenta pressionar os vizinhos. Posso afirmar categoricamente: não vai funcionar”. Isso poucas horas depois de as defesas aéreas sauditas voltarem a interceptar mais ataques iranianos. Pelo Golfo, cenas assim têm se repetido. Um vídeo de uma praia de Dubai mostra o zumbido de um drone iraniano. Outro mostra o drone perseguido por um jato dos Emirados Árabes Unidos. Só nas duas primeiras semanas da guerra, o país derrubou mais de 200 mísseis e 1,3 mil drones iranianos. Catar e Bahrein também têm acionado o sistema de defesa aérea. Só que o custo é alto. Os países do Golfo usam o sistema de defesa Patriot, desenvolvido nos Estados Unidos. "A questão toda é que o sistema Patriot, que é utilizado também para abater drones, custa de US$ 4 a 5 milhões por míssil, enquanto os drones iranianos custam de US$ 20 a 50 mil. Então, não é um sistema eficiente”, afirma Vitélio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes ainda contam com outro sistema americano, capaz de abater mísseis que voam mais alto. São ainda mais modernos, mas mais limitados em número. Arábia Saudita reage ao Irã e diz que tem o direito de atacar e não apenas de se defender Jornal Nacional/ Reprodução Nessa batalha aérea, os interceptadores usados pelos países do Golfo têm funcionado bem. Abateram a maioria absoluta dos drones e mísseis iranianos. A dúvida é: até quando? Porque eles custam caro e uma hora podem acabar. "Segundo dados do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais, foram usados mais de mil mísseis Patriots até o momento nessa guerra. Só nos primeiros três dias de guerra, foram utilizados 800 mísseis Patriots, o que é mais do que todos os quatro anos de guerra na Ucrânia”, diz Vitélio Brustolin. O professor Vitélio Brustolin lembra que o arsenal do Irã também está se esgotando. Teria caído para quase um terço. Além disso, os Estados Unidos e Israel têm atingido os veículos lançadores de mísseis do Irã. Mas estima-se que o país tenha dezenas de milhares de drones. "E aí acontece o seguinte: o Irã satura os ares com centenas de drones de uma vez só, e depois que os sistemas de defesa antiaérea são ativados, ele começa a lançar poucos mísseis balísticos ou de cruzeiro que têm alta precisão, porque já não há mais munição nos sistemas de defesa antiaérea”, explica Vitélio Brustolin. Fica a questão: o que vai se esgotar primeiro? A capacidade de o Irã atacar ou a dos países do Golfo se defenderem? De cada lado, o tempo pode ser o maior inimigo. LEIA TAMBÉM Guerra entra em nova fase com ataques a instalações de energia; veja locais bombardeados e reação de Trump Após disparada do petróleo, países europeus e Japão falam em ajudar a liberar Estreito de Ormuz Petróleo em alta encarece diesel e gasolina; veja como guerra pesa no bolso do brasileiro Quais países poderão lucrar com a guerra no Irã — e quais serão os mais atingidos? Governo corre contra o tempo para evitar uma ‘crise do diesel’ ainda maior Premiê do Catar diz que ataque do Irã a polo de gás tem 'impacto significativo' no fornecimento global de energia

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/03/19/arabia-saudita-reage-ao-ira-e-diz-que-tem-o-direito-de-atacar-e-nao-apenas-de-se-defender.ghtml


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