Saiba quem são os alvos da operação que investiga suposto desvio de recursos na saúde em Macapá
04/03/2026
(Foto: Reprodução) Prefeito de Macapá é afastado suspeito de desviar dinheiro de obra de hospital
Na manhã desta quarta-feira (4) a Polícia Federal realizou a segunda fase da operação Paroxismo, que apura suspeitas de fraude em licitações e desvio de recursos públicos nas obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN), além do afastamento de gestores e servidores públicos por 60 dias.
Quem são os alvos da operação
Antônio Furlan (PSD) – Prefeito de Macapá, médico cirurgião conhecido como Dr. Furlan. Foi eleito em 2020 e reeleito com 204.291 votos (85,08 %), nas eleições municipais de 2024. É investigado por suposta participação em esquema de direcionamento de licitações e desvio de verbas ligadas às obras do hospital. Endereços ligados a ele foram alvo de buscas.
Mário Neto (Podemos) – Vice-prefeito de Macapá. Também foi afastado por decisão do STF. Segundo a investigação, teria atuado em conjunto com o prefeito em contratos da saúde.
Dr.Furlan e o vice Mário Neto
Isadora Pereira/g1
Érica Aymoré – Secretária municipal de Saúde. Responsável pela condução de licitações e contratos da área, incluindo os relacionados ao hospital. Foi afastada do cargo e é investigada por suposta participação no esquema.
Secretária de saúde, Erica Aymoré
Reprodução
Chefe do setor de licitação da prefeitura – Nome não divulgado oficialmente até a última atualização da reportagem. É apontado como peça-chave no suposto direcionamento de concorrências públicas e contratos milionários da saúde.
O que diz a investigação
De acordo com a PF, há indícios de um esquema criminoso de fraude em licitações, desvio de recursos e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da saúde municipal. O afastamento dos gestores foi determinado para evitar interferência nas apurações.
Com a saída temporária do prefeito e do vice, quem assume interinamente a administração municipal é o presidente da Câmara de Vereadores de Macapá, conforme prevê a legislação.
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Polícia Federal/divulgação
Clínica do prefeito de Macapá foi um dos endereços alvo da operação
Josi Paixão/g1 Amapá